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Mãe e filha trabalham quase 24 horas em pastelaria que atende quem sai de festas há mais de 40 anos

Publicada em 22/07/2026 às 12:50h - 34 visualizações - G1


Mãe e filha trabalham quase 24 horas em pastelaria que atende quem sai de festas há mais de 40 anos
 (Foto: Mãe e filha trabalham quase 24 horas em pastelaria que atende quem sai de festas há mais de 40 anos (Foto: Reprodução))



Justina Vaz de Lima, conhecida como 'Loirão', e a filha Elaine Cristina de Lima comandam pastelaria em feira de Iporá há mais de 40 anos.

Arquivo Pessoal/Rangel Pimenta

Quem passa pela barraca de pastel de Justina Vaz de Lima, de 76 anos, conhecida como 'Loirão', e da filha Elaine Cristina de Lima, de 63 anos, encontra mais do que um lanche na madrugada: encontra uma história de dedicação que atravessa gerações. Em Iporá, no oeste de Goiás, mãe e filha mantêm há 41 anos uma pastelaria que funciona quase 24 horas nos fins de semana. Para Elaine, o segredo para a tradição permanecer viva está no carinho colocado em cada preparo.

"É feito com muito carinho e muito amor. Acho que é por isso que chegamos onde chegamos. Esse não tem como copiar", afirmou.

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Em entrevista ao g1, a Elaine contou As duas chegam à Feira Coberta, no centro da cidade, às 14h de sábado e só retornam para casa no domingo, por volta das 12h. Segundo Elaine, além da feira, elas também produzem salgados sob encomenda para casamentos e festas. O cardápio da barraca é variado e inclui pastéis de queijo, guariroba e até goiabada, além de coxinhas e outros salgados. Mas, segundo ela, o pastel de feira continua sendo o principal destaque.

"São quase 24 horas ininterruptas de trabalho. Eu mexo mais é com os jovens. Eles saem das festas de madrugada e passam lá para comer", explicou Elaine.

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Parceria de mãe e filha

Ao g1, Elaine contou que, no dia a dia, a parceria entre as duas é bem dividida. Enquanto Loirão prepara a massa e monta os pastéis, Elaine faz a finalização, organiza a produção e atende os clientes. Mãe e filha moram juntas e dizem que a união é um dos principais ingredientes do sucesso do negócio. Elaine tem um filho e um neto, mas passa a maior parte do tempo ao lado da mãe, entre a cozinha e o balcão da feira.

"Minha mãe é quem prepara os pastéis, e eu atuo como assistente dela. Costumo dizer aos clientes que sou a 'servente'. Enquanto ela monta a massa, eu cuido da finalização com a farinha. Trabalhamos diariamente na produção para a feira e também atendemos encomendas para festas e casamentos", disse.

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Negócio nasceu da necessidade

O que começou como uma alternativa para complementar a renda da família há mais de quatro décadas se transformou em uma tradição em Iporá. Elaine relembra que a ideia surgiu em um momento de dificuldade financeira.

"Foi falta de dinheiro. Minha mãe pediu para eu ir à prefeitura solicitar uma barraca", contou.

Após enfrentarem dificuldades nos primeiros anos da feira, elas conseguiram um espaço fixo e nunca mais deixaram o negócio.

"Agora temos a nossa casa perfeita, com tudo que preciso, piscina, sauna... tudo tirado do salgado", comemorou Elaine.

Segundo a empresária, a pastelaria se tornou um ponto de encontro para os jovens que deixam as festas durante a madrugada.

"Eu mexo mais é com os jovens. Eles saem das festas de madrugada e passam lá para comer", contou.

Tradição que passa pelo balcão

A banca é parada obrigatória para quem vive a noite de Iporá. O vereador Rangel Pimenta, cliente assíduo há cerca de 20 anos, destaca que a relação com as comerciantes ultrapassa o balcão e se transformou em amizade.

"Elas são referências aqui em Iporá. A gente não vira só cliente delas, vira amigo. É muito bonito ver a mãe e a filha nas madrugadas vendendo pastel", afirmou.

Para Rangel, o diferencial está no atendimento personalizado, mesmo nos horários mais alternativos.

"Elas recebem todos com carinho, animação e disposição. Às vezes a gente chega depois de uma festa e elas nos acolhem com todo o carinho do mundo. O pastel é diferenciado, delicioso, e o ambiente ajuda muito", destacou Rangel.

Justina Vaz de Lima, a 'Loirão', tem 76 anos e trabalha com a filha toda a madrugada na feira.

Arquivo Pessoal/Rangel Pimenta

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Fonte da notícia:
https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/07/22/mae-e-filha-trabalham-quase-24-horas-em-pastelaria-que-atende-quem-sai-de-festas-ha-mais-de-40-anos.ghtml



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